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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Clipping

quarta-feira, 20 de outubro de 2010 0

PALAVRAS DE DOR
O cruel raramente usa da violência física – tortura pela linguagem. Cheguei a conclusão que a crueldade nasce das palavras. Elas espezinham até as lágrimas. Depreciam e humilham até o chão. Assediam toda sua confiança. Batem cada letra até sangrar. Tudo começa num olhar de censura, até que a mente é invadida e devastada como quem leva uma surra. Um estupro ou coisa parecida. A mentira torna-se pura verdade. A ira torna-se mão amiga. Um tapa alento. É algo que vive entre o amor e a pervesidade. Invasão que esmaga – lenta e gradual – cada pedaço do seu amor, aquele tão precioso amor por você mesmo. Até que você começa a absorver as palavras e se perde dentro do que sempre acreditou. E sem que sequer perceba, a tristeza vem e te toma. 

Texto de Karla Marques, publicado no blog Enredo dos dias

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Estupro ideológico...

terça-feira, 12 de outubro de 2010 1



Dia 12 de outubro é, antes de mais nada, um feriado religioso. Dia da Padroeira do Brasil. prática cúltica que deveria ser apenas da Igreja Católica Apostólica Romana - o fato de ter uma "padroeira" -, portanto restrita aos fiés Católicos Romanos, passa a ser, por uma imposição quase ditatorial, extensiva às demais crenças. Ou seja, o "crente" brasileiro tem uma padroeira católica; o Kardecista brasileiro tem uma padroeira católica e até mesmo o ateu brasileiro tembém tem uma padroeira católica. Um país inteiro parado por causa de uma religião, em detrimento das muitas outras existentes. Isso é um típico caso de beneficiamento religioso. Isso pressupõe, de forma extremamente pretenciosa, que uma 

Nosso país não tem mais uma religião oficial. Por isso mesmo é um país laico. A Constituição Federal de 1988 assevera que todos são iguais perante a Lei e em seu artigo 5ª inciso VIII, afirma: “Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa”.C ontudo, isso é verdadeiro apenas em tese. Como a maioria dos nossos gestores e parlamentares ainda são predominantemente ligados ao Catolicismo Romano, agem como se não soubessem dessa realidade e usam da sua condição para beneficiar sua igreja, vivendo ainda propositadamente pela Constituição de 1824, que ratificou o Catolicismo Romano como a Religião Oficial do Império, em seu artigo 5º:


"A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casas para isso destinadas, sem fórma alguma exterior do Templo".


Uma prova disso é o financeiamento público de reformas das igrejas Católicas Romanas, sob pretexto de patrimônio cultural. O fato é que existem igrejas Católicas sendo restauradas com dinheiro público, proveniente de impostos e taxas de pessoas dos mais variados credos, enquanto suas próprias igrejas/terreiros nada recebem. E não deveriam mesmo receber. O dinheiro público não deve ser investido em nenhuma entidade religiosa. Essas devem prover seus próprios meios de subsistência. Outro exemplo clássico foi a homologação de tombamento do Terreiro Aleketu/Ialorixá, pelo ex-ministro da cultura Gilberto Gil (adepto do camdomblé). Se esse tombamento era devido, que gerará a obtenção de recursos públicos, por que não foi feita antes?  

A teologia reformada sempre ensinou a clara separação entre Igreja e Estado, especialmente em suas vertentes calvinistas. O próprio Calvino abordou o tema no último capítulo das Institutas (Livro IV, Cap. 20), intitulado “O Governo Civil”. Ele afirma na Seção 1: “O reino espiritual de Cristo e a ordem civil são duas coisas completamente diferentes”. E ainda: “Assim como acabamos de indicar que o governo temporal é distinto do Reino espiritual e interior de Cristo, também temos de saber que eles não são contraditórios”.
íntegra AQUI

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Clipping

segunda-feira, 9 de agosto de 2010 0

Quanto mais tenho lido esse blog, mais tenho me certificado de que comunicador é bixo esquisito mermo, somos gueto sim! Mas no fundo somos adoráveis...Kkkkkkkk.Tentei resistir, mas...Acabei clippando"

Papo de jornalista

Saíram do bar. Ela ofereceu uma carona até o apartamento dele. Ele a convidou para subir. Ela aceitou. Amanda, que era uma decoradora iniciante, entrou no apê de Fernando naturalmente observando cada detalhe do local. Foi uma inspeção rápida, porque lá não havia muitos detalhes. Era um apê simples, apê de jornalista. Na sala, o que mais chamou a atenção de Amanda não foi o monte de livros e CDs, mas um pôster gigante na parede, atrás do sofá: um cartaz do filme O Bem-dotado Homem de Itu.

- Sou o maior fã do Nuno Leal Maia, sabia?, disse Fernando. Grande ator.

Amanda sorriu.

- Aprovou a sala do meu apê?

- Adorei a sala do seu apê.

- Sério?

- Sério.

- E os meus amigos lá no bar?

- Também gostei dos seus amigos.

- Não achou o papo chato? Dizem que jornalista tem papo chato.

- Eu já namorei um neurocirurgião. Você nem imagina como é o papo dos neurocirurgiões.

- Chato?

- Muito técnico, muito sem graça.

Agora foi a vez de ele sorrir.

- Fê, admito que seus amigos são meio malucos, meio esquisitos, mas eu adorei a galera. A conversa de vocês tem empolgação, tem tesão, tem discordância. Ninguém se entende, mas todo mundo se entende. Vocês falam de problemas da redação, sim, reclamam muito, mas também falam sobre todo o resto, sobre a credibilidade das pesquisas eleitorais, sobre futebol, sobre cinema, sobre música, falam mal das pessoas das mesas ao lado.

- É o poder do álcool!

- De miseráveis, como vocês tanto falam, vocês não têm nada. Miserável era a minha vida até alguns meses atrás.

- Que bom ouvir isso de você. Não é todo mundo que gosta de papo de jornalista. Tô aliviado. E meus amigos, com certeza, também adoraram você.

- Para falar a verdade, Fê, eu só não curti muito a Camila. Ela não tirava os olhos de você, sei não...

Ele riu.

- Relaxa! A Camila é a namorada da Érica, que não pôde ir, porque tinha fechamento. Elas têm um relacionamento supersério. Tão até pensando em adotar uma criança...

- Como eu sou bobinha, né?

(Segundos de silêncio)

- Mudando de assunto, agora você precisa conhecer o meu quarto. Preciso saber se você também vai aprovar o meu quarto.

- Não tem outro pôster do Nuno Leal Maia, tem?

- Nuno Leal Maia? Meu quarto tem coisa bem melhor.

- Sério?

- Seriíssimo.

Muitas outras coisas legais AQUI

sábado, 31 de julho de 2010

As mentiras que os Jornalistas contam

sábado, 31 de julho de 2010 0

Pois é, num guentei e dei mais uma "clipada" no desilusões perdidas! Mas no stress!!!!!! O texto completo tá por lá e pra acessálo, basta clicar no título deste Post. Vale visitá-lo!!!!!!! Segue o texto:


Fique tranqüilo que, se você está me dizendo que é off, a gente não vai publicar.

Já decidi: vou parar de beber, de comer porcaria e começar a cuidar mais da minha saúde.

Faz o seguinte: manda o release pro meu e-mail que depois eu leio com calma, ok?

Não vejo a hora de abandonar essa profissão ingrata. Como eu odeio o jornalismo!

E as mentiras que os jornalistas ouvem

Finalmente o jornal decidiu que vai ter um plano de carreira para vocês, meus caros jornalistas. Aguardem!

Querido, olha, a pauta é ótima, superinédita. Eu tô mandando o release só para vocês, viu?

Futuros jornalistas, percebam como é nobre a nossa profissão. Vocês têm a chance de mudar o mundo!

O doutor acabou de entrar em outra reunião, ainda mais urgente, e não vai poder te dar a entrevista agora.


sábado, 24 de julho de 2010

Seríamos nozes????

sábado, 24 de julho de 2010 1

Gerson, 48 anos, editor-assistente de Política, pensão alimentícia dos filhos sempre atrasada, mora sozinho, bebe pra caralho, filósofo de botequim, viciado em peep-shows, quadrinhos marginais e nas estagiárias novas da redação. Recusa-se a fazer o exame da próstata, porque tem certeza que só poderá morrer de cirrose. É simpático, amigo de todos, principalmente dos que emprestam um dinheirinho a ele de vez em quando.

Vaninha, 25 anos, fotógrafa, lésbica. Feminista nas horas vagas. Trabalha em hard news, mas faz bicos em casamentos e festas de formatura. Aprecia artes plásticas, Lady Gaga e um baseadinho. Para os colegas de redação, diz que namora um arquiteto; para os amigos íntimos, confessa que está saindo com sua professora de espanhol. Não saberia viver sem o seu colete cheio de bolsos. Sua maior vaidade é depilar o buço.

Luís, 23 anos, foca, ex-trotskista, barbudo, usa All Star e camisa xadrez. Divide o apê em Pinheiros com a namorada para ficar mais em conta. Nas folgas, adora tomar café da manhã ao meio-dia na padoca, sozinho, pão com manteiga na chapa, fica a observar o movimento. Visita sebos e as lojas de instrumentos musicais do bairro. Blasfema contra os poderosos detentores do capital, mas sempre pede uma grana pro pai para inteirar as contas do mês.

Rodolfo, 34 anos, redator de Internacional, solitário. Fala cinco idiomas, apreciador de literatura russa e de livros sobre como conquistar as mulheres. Jeitão de maníaco sexual. Tem fetiche por pés e mãos. Onanista. Obeso e sedentário. Já quase perdeu um pulmão por causa do cigarro. “Viajou” o mundo inteiro pela AP e pela Reuters. Orgulha-se de saber as capitais de todos os países.

Márcia, 42 anos, repórter econômica, divorciada, três filhos. Após muito quebrar a cara, hoje sente-se madura. Faz terapia há uns 15 anos e, vez ou outra, ainda toma um remedinho para relaxar. É espiritualizada, faz trabalho voluntário e adora viajar. Suas próximas férias serão em Londres. Crê que conhecerá sua grande paixão, um charmoso e milionário jogador de pólo paquistanês. Se não rolar, já ficará feliz com um taxista indiano.

Carlinhos, 40 anos, repórter de Geral. É o palhaço da redação. Adora contar piadas e “causos” da imprensa. Imita com perfeição os trejeitos de seu editor. Anima as noites sonolentas do pescoção. É o cara que coloca apelido nos colegas de trabalho. Gosta de sacanear todo mundo. Só fica puto quando é sacaneado pelos outros. Vive sempre de bom humor. Não reclama da vida. Nem parece jornalista.

sábado, 17 de abril de 2010

Clipping Colla!

sábado, 17 de abril de 2010 1
Ontem, o site do jornal argentino La Naciónpublicou uma nota dizendo que a empresa boliviana Organización Social para la Industrialización de la Coca (Ospicoca) começou uma venda em massa de sua bebida energética “Coca Colla”. Não, o refrigerante não tem nada a ver com aquele da gigante americana. Muito pelo contrário: a versão boliviana é feita com extrato de folha de coca.

Desde segunda, cerca de 12 mil garrafas da bebida haviam sido distribuídas. A iniciativa conta com o apoio do governo do presidente Evo Morales. Podemos, portanto, concluir que o refrigerante não tenha o princípio ativo ilegal da coca, apenas a substância que os nativos experimentam quando mascam sua folha.

“Esta é uma iniciativa para que seja uma alternativa de produção na Bolívia. É uma iniciativa muito saudável, porque tem a ver com aindustrialização e comercialização da folha de coca”, disse o ministro do Desenvolvimento Rural, Víctor Hugo Vásquez. Para mim, refrigerante e saúde não combinam!

 
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